quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fifteen

                         
Ontem á tarde eu estava procurando músicas em meu computador, na pasta músicas antigas (a pasta onde arquivo as músicas que ouvi muito e estou “dando um tempo”) quando encontrei uma música que não ouvia á quase três anos.  A música era Fifteen – Taylor Swift. Logo comecei a ouvi-la e lembrar - me da idade que intitula a música, Fifteen (quinze anos). Mas as lembranças não eram de fatos ocorridos nessa fase de minha vida, e sim, de fatos citados na música que realmente aconteceram. Na época em que ouvi a música pela primeira vez a letra dela não fez sentido algum para mim, mas com o passar do tempo passei a perceber que aquilo realmente acontece quando se tem quinze anos.
Não quero me prender a nenhuma idade específica. Mas para nós mulheres, sempre há uma idade em que tudo parece ser um conto de fadas.
Quando se tem quinze anos parece que já chegamos tão longe, tão alto, mas mal sabemos que é apenas o começo. As festas parecem mais divertidas, os amigos são mais verdadeiros e eternos, todo filme romântico ou dramático parece um retrato de nossa vida, as decepções não são tão doloridas, pois nessa faze nos preocupamos mais em seguir em frente...
Tudo é perfeito até vir alguém e acabar com seu mundo dos sonhos, te trazendo de volta para o mundo real. É triste? Muito. E aí você chora, grita, deseja desaparecer. Mas o mais engraçado em tudo, é que é necessário que nós passemos por isso. Não afirmo que seja o maior, mas está entre os maiores aprendizados de nossa vida.

É a partir daí que entramos na realidade do mundo. Aprendemos que com quinze anos não andamos nem um terço do caminho. Descobrimos quem somos realmente. Selecionamos as amizades que realmente valem à pena. E nossas vidas não são mais iguais filmes protagonizados por atores. Por que agora, somos os protagonistas de nosso próprio filme, e ele pode ter um final feliz.
Gostaria que toda garota ouvisse essa música e relembra-se a faze que mais marcou sua vida. Muitas chorariam, outras ririam, e algumas gostariam de voltar no tempo.
Eu, em particular, me contentaria em voltar no tempo e contar a mim mesma tudo o que eu sei hoje. O que eu não sabia quando tinha quinze anos.

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